terça-feira, 18 de dezembro de 2012

vontade

O que eu faço com essa vontade de encurtar essa distância em um piscar de olhos? De abraçar por horas, sem dizer nada e com um beijo te dizer tudo que milhares de poemas não conseguiriam dizer... Porque mesmo longe, você é mais presente do que qualquer outra mulher do mundo. E porque eu me sinto tão clichê cada vez que falo de você, e me pego repetindo as mesmas coisas mil vezes, simplesmente porque tudo que eu queria falar eu já falei. Meu coração pede atitudes. Pede seu colo e o seu silêncio. O seu olhar que diz tanto. O seu sorriso pertinho do meu... Sou tão seu. E você me tocou, assim mesmo, sem encostar, mais do que qualquer outra mulher que já dividiu a cama comigo... Paz e desassossego. Vontade de ir embora, vontade de te procurar... vontade. Tão seu sem ser...

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Versos: eu procurava!

Versos: eu procurava!: Eu procurava o amor em jardins de cactus. Vinha buscando o fruto em árvores erradas, e nas mordidas sentia o gosto azedo, que amarga no fim ...

eu procurava!

Eu procurava o amor em jardins de cactus. Vinha buscando o fruto em árvores erradas, e nas mordidas sentia o gosto azedo, que amarga no fim da boca. Colhi amores podres, comidos pelo tempo e dor. Foi preciso paciência – e um outro tempo – amadurecendo um fruto para colhê-lo doce, suave, terno e delicado. Simples como naturalmente é. Eu imaginava haver segredos por trás dos espinhos. Mas é puro acaso que amores e espinhos se encontrem em botões abertos ou fechados. A rima entre amor e dor é armadilha. O verdadeiro fruto está ao alcance das mãos – mas é tão rasteiro, que quase não se vê. É preciso passear sem fome para enxergá-lo redondo, vermelho. Para então mordê-lo distraído como numa tarde de chuva.